
Algumas universidades são modernas e espaçosas, mas não têm hospital próprio para aulas práticas
Santa Cruz de la Sierra, Bolívia. Pela manhã, milhares de estudantes
brasileiros preparam-se para as aulas em alguma das cinco faculdades
privadas de Medicina da cidade. A mesma cena se repete em Cochabamba e,
em menor grau, em La Paz, Cobija, Oruro, Potosi e Sucre. São jovens e
adultos cujo sonho de ser médico encontram nos preços irrisórios e nas
vagas ilimitadas, sem vestibular, um caminho fácil para o diploma, mas
que não garante uma formação adequada. A falta de ensino prático e
muitos professores sem a habilitação necessária são problemas graves que
repercutem no Brasil. Praticamente todos os estudantes querem voltar e
exercer a profissão aqui.
O que fazer para que egressos sem o preparo adequado entrem no
mercado de trabalho? A posição do Conselho Regional de Medicina do
Estado de São Paulo (Cremesp) é clara: apoiar o Revalida (Exame Nacional
de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de
Educação Superior Estrangeiras). Entretanto, rumores a favor da
flexibilização dessa prova – com o objetivo de preencher vagas de
médicos em lugares longínquos – adicionam mais combustível ao debate.
Ressalte-se que a preocupação do Cremesp com a qualidade do ensino
não se restringe aos egressos de escolas estrangeiras, mas também aos
das faculdades de Medicina brasileiras. Para isso, defende uma avaliação
nacional dos recém-formados no Brasil. Dando o exemplo, tornou
obrigatório, a partir deste ano, o Exame do Cremesp no Estado de S.
Paulo. Portanto, a exigência de uma melhor formação vale para todos os
médicos que queiram trabalhar no Brasil, sejam procedentes de escolas
brasileiras, da Bolívia, ou de qualquer outro país. “O que está em jogo é
a saúde da população”, esclarece o presidente do Cremesp, Renato
Azevedo. Com essa preocupação, a Ser Médico foi até Santa Cruz de la
Sierra e Cochabamba, na Bolívia, conferir o ensino médico naquele país.
Leia a reportagem especial nas próximas páginas.
”Quer estudar Medicina na Bolívia e não sabe por onde iniciar? Aqui
estamos para lhe ajudar”. “Faça Medicina sem vestibular. Inscreva-se
agora mesmo em nosso site”. “Seu diploma validado, agora você pode”. “A
hora de ser médico chegou!”
Assim começa o caminho para estudar na Bolívia. Na internet, inúmeras
agências que se denominam de intercâmbio ou de assessoria seduzem
jovens e adultos. As baixas mensalidades e o custo de vida irrisório,
aliados à ausência de vestibular, são os principais chamarizes.
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Fonte:Blog Robson Pires.