Fm Jardim

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Gravidez de jovem tem futuro incerto

Mãe quer que deficiente estuprada dê à luz bebê. Irmã defende aborto. Família vem recebendo promessas de ajuda
A família da adolescente de 17 anos, vítima de paralisia cerebral, que foi estuprada supostamente pelo padrastro e está grávida de quatro meses, ainda não sabe que decisão tomar em relação ao bebê. Após o fato ter sido divulgado com exclusividade pelo Diario de Natal, a família começou a receber ajuda de instituições e médicos, e várias equipes de outros veículos de comunicação foram até o local. O acusado segue foragido.


Adolescente teria sido violentada pelo padrasto em casa, numa comunidade do município de Extremoz Foto: Carlos Santos/DN/D.A Press
Segundo a mãe da garota uma equipe da Casa da Caridade, instituição do município de Extremoz, esteve na casa da família na tarde de sábado e levou alimentos, fraldas e medicamentos. A garota foi examinada por um médico da instituição que disse que o bebê estava bem e receitou vitaminas para a adolescente.

A mãe da garota disse que as "pessoas da caridade" prometeram ajudar a família durante toda a gravidez e depois que o bebê nascer, e que por isso deixará a gravidez transcorrer normalmente sem nenhuma intervenção. "Eu vou criar com a ajuda desse povo, eles disseram que vão ajudar, então eu vou deixar ela ter esse bebê. Eu não posso deixar fazer um aborto porque vou estar tirando uma vida e esse é o maior pecado do mundo", disse.

Para a irmã de 25 anos da adolescente o caso é bem mais complicado e ela promete, com o apoio das outras irmãs, conseguir uma autorização judicial para que o aborto seja realizado. "Essa minha irmã é doente, ela é igual a um recém-nascido, não tem a menor condição de ter um filho. Ela usa fralda, não come sozinha, não anda, me diga se tem condições de uma criatura dessas ter um filho", disse a irmã. Segundo ela as três irmãs mais velhas da adolescente estão de acordo em fazer o aborto, mas a grande dificuldade é que elas não sabem por onde começar.

"Eu fui na delegacia e eles me disseram que estavam em greve, eu vou para Natal amanhã (segunda-feira) para tentar resolver essa situação porque foi um estupro e eu sei que ela pode fazer o aborto só que não sei quem procurar, mas tenho certeza que vou receber ajuda e orientaçãoem Natal", disse a irmã.

A mãe da adolescente contou que na noite de sábado os parentes do padastro da garota visitaram a família e disseram que vão tentar encontrá-lo para convencê-lo a se entregar. "Eles choraram, disseram que era uma maldade ele ter feito isso e foram embora", disse a mãe.

Alheia a toda essa confusão a adolescente de 17 anos continua passando seus dias sobre um colchão, numa sala quente, sem parecer ter noção do que está se passando com ela.
Fonte:DN online.
Fernanda Zauli // fernandazauli.rn@dabr.com.br

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